Espontaneidade*

Um dia foste procurar-me ao local onde estava a trabalhar nas férias de verão. Estranhei. Franzi a testa. Tentei esquivar-me a um cliente só para te perguntar o que raio estavas ali a fazer. Tive medo. Teria acontecido alguma coisa? Mas não conseguia que o cliente me desse um pouco de espaço e fiquei a ver-te pela janela. Estavas calmo. Aparentemente não parecia ter acontecido nada. Mas o que raio estavas tu a fazer ali? Entraste. Finalmente consegui ir ao teu encontro. Sorriste.

Luís:  "Vim só dar-te um beijinho."
Eu: "A sério? Vieste aqui só para me dares um beijo? Vá, diz lá o que vieste pedir!"
Luís: "Nada, só vim mesmo dizer olá e dar-te um beijinho."





E disseste. E deste. Foste somente dar-me um beijinho. Sem segundas intenções. Tu eras assim. E eu sinto tanto a tua falta. Tenho umas saudades dessa tua espontaneidade. Desse teu "Eu" que não mais encontrarei em ninguém.


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