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A mostrar mensagens de Janeiro, 2016

Funcionários Públicos

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Eu trabalho num laboratório pertencente ao Estado. Tenho uns horários mais ou menos flexíveis desde que cumpra as 40h/semana. Não gosto que digam que funcionários públicos não fazem nada. Não gosto porque trabalho que nem uma louca para cumprir prazos e para ser sempre mais e melhor. Mas tenho colegas meus que são tal-e-qual como todos descrevem os funcionários públicos. Picam o ponto de entrada e saiem porta fora para ir "tratar de assuntos". Voltam à hora de almoço para picar para irem almoçar. A meio da tarde saiem novamente e voltam à hora de sair. Não são 2, 3 ou 4, são a maioria. Isto dá-me repulsa pois o único controlo que há permite que eles façam a correção dos "desvios" de picagens. Depois o trabalho que eles deixam por fazer, prejudica o trabalho dos outros. O meu, por exemplo, que depende de autorizações, pedidos oficiais e despachos para comprar um mísero reagente. Autorizações sem as quais não posso dar seguimento às minhas coisas.
Estou irritada poi…

Sai pombinho

Sinto-me num mundo à parte quando abrando o carro para não atropelar um pombo e a minha colega de trabalho diz: "Podes atropelar, há tantos ratos com asas na cidade. Era um favor que fazias."
Não consigo matar animais, lamento.  Abrando e digo "Anda pombinho, sai da estrada." Estou oficialmente maluquinha!

O meu voto!

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Eu sei que o voto é secreto. Eu sei! Mas eu votei no Tino. Se é com tino ou não, não vos sei dizer. Mas sei que me identifiquei com ele e com o que ele defende. Sei que não tem uma forma de falar polida e correcta, sei que é apelidado de parolo. Sei tudo isso. Mas não vejo interesses dúbios, cunhas, tachos e falta de clareza. Se até agora fomos (des)governados por tantos Doutores que deixaram o país como deixaram, pensei que podíamos tentar algo diferente. Quem sabe se alguém cujo único interesse é o interesse do povo pudesse fazer algo de novo?
O meu voto foi para ele.

Baby*

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No máximo, faltam 45 dias para ter a minha sobrinha no colo!!
Estou tão ansiosa por conhecer a minha Joaninha!

Saudades caninas

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Tenho tantas saudades das tuas lambidelas. Preciso tanto de te abraçar e chorar, sem que tu compreendas porquê mas sabendo que sentes a minha angústia. Às vezes esqueço-me que partiste. Vou a casa sempre à espera que venhas a correr (muito lentamente como nos últimos anos), feliz pelo meu regresso.



Fazes-me muita falta, bébé*

Recortes da infância

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Uma gargalhada. Um café. Um ralhete. O Avô a regressar do trabalho, a subir o trilho que o conduzia a casa e de lancheira na mão. A Avó a fazer bolos e a cozinhar. As histórias que a Avó inventava e os pregões que não se cansava de contar "Então e que tal? Entrou pela porta e saiu pelo quintal. Tinha uma chaminé num olho e deitava fumo pelo calcanhar!". As anedotas do Avô. Os parabéns. A bata de trazer por casa da Avó. Os Santinhos que ainda hoje moram no móvel lá de casa. Os álbuns dos dias em que os Avós era novos e a Mãe e os Tios eram pequeninos. O cheiro dos lençóis de flanela. As bolachas Maria barradas com planta. As figuras de barro que a Avó ensinou a moldar. Os cães. As casas de madeira que só o Avô construía para nós. O empadão de carne. A televisão a preto-e-branco. A telefonia que ainda hoje funciona. A mesa da cozinha com as gavetas por baixo do tampo. A casa-de-banho no quintal. A cabrita. O canavial que servia de esconderijo. A garagem do vizinho. A horta. O…

Alzheimer

Hoje é possivelmente um dos piores dias da minha vida. Hoje diagnosticaram Alzheimer ao meu avô. O comportamento e saúde dele começou a mudar drasticamente de há duas semanas em diante. Começou com esquecimentos, dificuldade em andar, dificuldade em conduzir. Há 3 anos já tinha começado com pequenos sintomas nunca antes associados a demência ou alzheimer. Agora começou a chamar-me o nome da minha mãe. Não sabe que eu Rita, existo e que sou sua neta. Por vezes tem momentos de lucidez mas isto é tudo assustador. E talvez já seja de há mais tempo mas nunca quis aceitar. Dizia que ele estava a gozar comigo e ele ria-se. Ria-se sem perceber. Não entende a gravidade. Não percebe o que se passa com ele. O meu avô é um óptimo avô. Divertido, atencioso, carinhoso. Eu estou cá para ele, mesmo que ele não saiba quem eu sou. Mesmo quando tudo piorar. Estou cá e tenho medo. Não estou preparada! Alguém algum dia está?

A propósito dos piropos...

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Quem faz as leis anda a seguir o meu blog de certeza :D Parece que agora não tenho de aturar estas parvoíces dos piropos!
Senhores, podem começar a meter a viola no saco e pararem de nos deixar constrangidas!
Ah Ah Ah!!