segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Nunca mais bebo!

Vai uma pessoa sair com os amigos, beber uns copos e eis que sabe-se lá de onde, vem a mim uma vontade de enviar sms ao João. "Sinto a tua falta".

A Rita sóbria é uma idiota mas a Rita bêbada é burra que dói!




terça-feira, 29 de novembro de 2016

Cansada

Mais um concurso, mais um não.
Talvez seja o que tenho recebido mais nos últimos tempos.
Não posso desistir, não é?
Mas isto cansa.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

E lá estas tu, as voltas na minha cabeça


"(...) Se eu te dissesse tudo aquilo que eu sinto
Tudo aquilo que eu finjo, tudo aquilo que eu tento
Mas queres espaço, não precisas de mim
Só precisas de ti, só precisas de tempo
Tu és o meu ponto forte, eu sou o teu ponto fraco
Eu pus os pontos nos I's, puseste os pontos de parte
Não te estou a pressionar, sei que nada é para sempre
Mas desculpa ter pensado que contigo era diferente
Agora fica a indiferença, fica só na consciência
Que foi nas linhas do teu corpo que eu escrevi a minha essência
Vais-me procurar nos outros sei que tens essa tendência
E tu insistes neste tempo e para eu ter paciência
E eu espero e desespero sem que nada aconteça
A escrever e a apagar poemas sem que mereças
E lá estas tu, as voltas na minha cabeça, 
porque há algo em mim que diz que não queres que eu te esqueça (...)"


Via-me contigo daqui a 1, 2, 10 anos.
Via-me nos teus braços, a rir como há muito não faço.
Via-nos a conversar, sem silêncios constrangedores.
Via-me a mudar de vida e estar contigo pareceu-me o meu "é agora".
Via-nos com filhos, com a nossa casa e a nossa cumplicidade.
Via-nos juntos, sonhei com isso tanto tempo e agora fiquei outra vez sem ti.
Sinto-me estúpida porque não consigo não gostar de ti, porque continuo com este sentimento bem vivo mesmo sem saber nada de ti e sem te procurar.
Claro que não te procuro! Posso ser estúpida por gostar de ti mas não sou assim tão estúpida para andar a correr atrás.
Só me arrependo de ter deixado despertar este sentimento outra vez. Estava adormecido e com ele assim consegui abstrair-me de ti. Agora está a custar-me imenso. Eu quero e preciso de encerrar esta história mas não é nada fácil.
Porque via-me contigo...
Porque ando nesta merda há 6 anos e continuo sempre a ver-me contigo.


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

As coisas que lhe saiem#1

O meu sobrinho tem 7 anos e é um miúdo super bonito, esperto e que diz tudo o que pensa, doa a quem doer. Podemos ralhar, castigá-lo mas ele é assim e acho que só o tempo e as agruras da vida podem fazê-lo acalmar. Aconteceu-me o mesmo e nem sempre este meu traço de personalidade consegue passar em branco.

Certo dia fomos passear os dois de carro, coisa que fazemos frequentemente desde que ele é pequenino, e estava a dar a música do Master Jake:

Eu: "Me diz porquê, pelo amor de Deus, sabes que eu amava-te de coração, eu não mereço, eu não mereço!"

Henrique: "Sabes que não cantas muito bem, não sabes?"

Eu: "Owowoooh, juro eu não mereço, baby, não não!"

Henrique: "Eu é que não mereço ter de te ouvir! Coragem!"

O "coragem" é algo que ele está habituado a ouvir-me dizer mas a delícia da cara de indignado dele fez-me soltar umas quantas gargalhadas! ahah



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Os meus laços

O meu Avô nunca foi de grandes demonstrações de afectos (eu também não o sou) mas desde que adoeceu, principalmente nos dias em que está lúcido, é de beijinhos a toda a hora (também quando não está lúcido, acho que é mesmo dele ser assim mimoso), de dar as mãos e de elogiar. É raro o dia que não diz o quanto gosta de mim, o quão bonita sou e o quanto se orgulha.

Quando não está lúcido, muitas vezes diz-me "não sei quem é mas sei que gosto de si. A sua cara faz-me sentir bem!".

É aqui que sei que estou a fazer alguma coisa bem. Tenho de estar, não é?

A Avó já foi sempre a mulher do colinho, dos beijinhos, das festinhas na cara, do perguntar como vão as coisas. E continua assim, a importar-se mesmo quando se nota que não está com vontade de saber coisa nenhuma.

São e serão sempre meus.


Não sei se algum dia aqui o disse mas tenho muito orgulho nos meus pais.
A minha Mãe, como filha mais velha, é o SOS dos meus velhotes. Para além de ser a cuidadora oficial, gere o seu negócio, trabalha nele (só folga ao Domingo, dia que reserva para a família) e ainda faz a própria contabilidade.

O Pai já está reformado (apesar de ser bem novo ainda) e ajuda a Mãe no negócio. Enquanto os meus avós (pais dele) foram vivos, foi sempre o filho ideal. Dava banhos, almoços, ia às consultas, conversava com eles. Depois deles morrerem, sei que ficou orfão em muitos sentidos. Mas ainda assim trata os meus avós maternos como pais dele (afinal os meus pais estão casados há 34 anos) e a minha avó é completamente "apaixonada" por ele.

Tenho uma família cheia de problemas mas com muito amor e muitos laços.
Tem de ser o mais importante.... certo?