segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Cansada

Sinto-me desmotivada por não conseguir arranjar trabalho, por estar quase a fazer 30 anos e nada do que tinha estabelecido como metas estar concretizado. Vá, quase nada. Queria mais. Quero sempre mais. Sou uma inconformada por natureza.

Sinto-me desiludida com determinadas pessoas que deixei entrar na minha vida, por determinados momentos que vivi e que devia ter deixado no passado, por determinadas reacções que por vezes tenho em certas situações.

Sinto-me triste porque a pessoa que tenho sido até aos dias de hoje tem vindo a desvanecer-se e não tenho feito nada para contrariar isso.

Aquela parte de "quando menos esperares, o que é teu aparecerá" está onde?


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Que atividades lúdicas posso fazer com o meu Avô que tem alzheimer?



Noto que o Avô tem saudades de algumas actividades. Por vezes tentamos jogar às cartas mas parece que perde o entusiasmo. Sim, eu sei que é normal mas penso que ainda é possível fazer alguma coisa de lúdico com uma pessoa com alzheimer. Pensei em "descobrir as diferenças". O Avô era exímio nisso! Até há pouco tempo (fez agora 1 ano que o alzheimer foi oficialmente diagnosticado) ele ainda conseguia fazer pequenas coisas mas foi assim de uma forma rápida que perdeu faculdades que para ele eram simples como conduzir e depois andar. Tenho medo de ir forçar uma coisa que não sei se ele será capaz.

Alguém tem alguma sugestão?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Dos rumores

Sábado. Vou jantar fora com o meu irmão, cunhada e mais uns casais amigos. O S., um dos meus amigos recentemente solteiro também foi. O jantar decorreu das 20:30h às 23h. Às 23:30h recebo uma mensagem do João a perguntar se ando metida com esse amigo nosso. Fico completamente à nora com a conversa. Recebo sms do meu ex-namorado a perguntar o mesmo. Pergunto ao S. se ele já tinha ouvido algum rumor. Diz que sim mas que por ele é tranquilo. E começa cheio de insinuações e conversas parvas.
Só meu dou com atrasados e estou tão farta disto!

O João liga-me e chama-me de dançarina. Não compreendo a conversa e eis que me diz "ontem andaste a dançar com o teu novo namorado. Já fiquei para trás?".

ANORMAL!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Para ti.

Hoje escrevo para ti e não apenas sobre ti. Escrevo-te sem que saibas porque penso não seres merecedor das minhas palavras redigidas a amor. Nunca as soubeste valorizar ou corresponder portanto penso que não fará sentido continuares a saber tudo o que tenho cá dentro. 
Não consigo definir o exacto momento em que me apaixonei. Lembro-me da primeira vez que te vi, sem sombra de dúvida. Um rapaz sério, afável e tímido. Um rapaz charmoso e interessante. Faz este ano 8 anos que te conheci. 8 anos. 8 anos e o mundo virou-se-me do avesso. 
És o único homem do mundo que me deixa nervosa e tímida. O único! Que me faz rir com vontade e com quem consigo ser autêntica. 
Fiz desta história A história. A minha história de amor. Não a nossa (não a quiseste) mas uma história de amor de um só sentido. Até ao momento foste (és) o grande amor da minha vida. É um facto e nunca o conseguiria negar. Penso em ti tantas vezes, quero tanto que sejas feliz e realizado. Penso que o que sinto deixou há muito de ser um amor egoísta e passou a ser um amor altruísta. Amar deve ser isto, não é? Mas a questão é que contigo deixei de amar-me. Deixei de me colocar em primeiro lugar e permiti que este amor que sinto me magoasse. Amar não deveria doer. Amar deveria ser um estado de alma belo e feliz e não bolorento e frio. Hoje escrevo aqui porque fecho os olhos e recordo todos os nossos instantes felizes. Eles existiram, mesmo que por vezes pareça que só eu os mantive vivos. Recordo o teu braço partido, recordo as gargalhadas e os teus beijos. Recordo a primeira vez que estivemos juntos, 23 de maio de 2010. A primeira vez que nos beijámos, sem que nada o previsse. Os passeios no teu carro, com a mão a fugir das mudanças para o meu joelho. As tuas palavras doces. Sabes desarmar-me com o que dizes. Recordo os teus olhos pequeninos, as tuas rugas no canto dos olhos, o teu sorriso que teima em aparecer. Fecho os olhos e oiço a tua voz.
Queria despedir-me de vez mas já o tentei tantas vezes que seria hipócrita fazê-lo novamente. 
Passei um ano da minha vida iludida (e a iludir) num relacionamento que nunca poderia ter um final feliz quando nunca te esqueci. Quando era contigo que me via, quando o "nós" só faz sentido quando penso na Rita e no João. E lamento tanto ter seguido rumos tão estranhos, ter vivido uma vida que nunca vi como minha, uma vida adormecida e acomodada. Eu não sou assim e recusei-me a sê-lo (mesmo que tenha tardado a acordar).  Eu sei lá o que vai acontecer. Já tive tantas certezas de um futuro contigo e tantas certezas de um futuro sem ti. A única certeza que tenho é que este amor nunca foi e nunca será recíproco. Este amor que sinto, este que me castra, que me diminui, esta porcaria que não consigo matar de forma alguma, é meu e só meu. Nunca tive lugar na tua vida e o problema é que sempre soube disso. Nunca houve espaço para mim na tua existência de amigos, copos, trabalho, família. Nunca me enquadrei em nenhuma parte da tua vida. Estive sempre fora de contexto, fora do teu mundo, fora de ti. E assim fico, sei lá até quando, na esperança que este amor acabe por morrer por si, já que não consigo livrar-me dele. 


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

2mil &17

O que espero para este ano? Não espero nada. Vou fazer os possíveis e impossíveis para mudar a minha vida. Vou conseguir o trabalho que mereço, vou conhecer novas pessoas, vou desligar-me de algumas pessoas que no último ano só me têm magoado e feito duvidar da minha bondade. Vou querer crescer, vou querer aprender novas matérias, vou tentar fazer felizes as pessoas que amo. Vou ser fiel a mim mesma e aos meus valores, vou sair daqui onde me obrigam a compactuar com situações com que não me identifico e que repudio. Vou apaixonar-me novamente por uma pessoa que me arrebatará. Essa pessoa vai apaixonar-se por mim. Vou mudar de casa e vou finalmente viver sozinha. Vou amar e fazer tudo pelos meus sobrinhos. VOU SER TIA novamente. Vou aproveitar cada momento com os meus Avós, Pais e Irmãos. Vou preservar os amigos que me acompanham e que me fazem bem. Vou mais vezes ao cinema e ao estádio ver os jogos do meu Benfica. Vou passear mais. Tenho ainda 363 dias para viver. Esse é o verbo!

"A vida é fodida, o google que me desculpe a linguagem.
Mas a essência da coisa, é não te deixares lixar por aquilo que não está ao teu controlo.
Nós não controlamos grande coisa, às vezes nem nós mesmas.
Mas num momento, em que consigas estar longe de tudo, consegues ver o quão as coisas podem ser bonitas?
Nós somos o nosso passado, o presente, mas caramba se também somos o nosso futuro! 
Sai de casa!
Se o teu ex-namorado era uma merda, vê que também foste o mesmo para outras pessoas.
Se te apaixonaste pela pessoa errada, pensa que talvez, a certa esteja ao teu lado.
E se não estiver, o mundo é tão grande, que não vale a pena chorar por isso.
A vida consegue nos surpreender, se pararmos de achar que as respostas estão todas em nós.
A tua presença no mundo, vai ser notada se fizeres o bem por quem não conheces.
Por isso sai à rua, sê simpática com as pessoas.
Aprende a tocar, na bênção que é estar aqui.
Mesmo que te tomem por louca, agarra a vida.
Amanhã já não estamos aqui, e passámos metade dos nossos dias, a olhar para algo que nunca lá esteve.
Dá de ti a quem achas que devas dar, e mesmo que seja um erro, bem...
Pelo menos tens bagagem em ti mesma.
Eu não sinto necessidade de falar das experiências dos outros, as minhas chegam-me."