sexta-feira, 15 de junho de 2012

Até quando, meu amor?

Colo o teu corpo ao meu. Vejo-te e sinto-te. Quando te tenho perto de mim, não há lugar para dúvidas. Pertences-me nestes momentos só nossos. Perguntas se gosto de ti. Fecho os olhos e penso. Mas não porque tenho de pensar na resposta. Penso como posso dizer-te o quanto gosto de ti sem que soe a falso. Inspiro. E penso que posso dizer apenas "Gosto muito de ti ". Mas tudo em ti me faz duvidar que seja recíproco e então travo esse meu ímpeto. Olho para ti e questiono o porquê dessa pergunta. Sabe bem que gostem de nós. Será por isso? Tenho dias em que racionalizo tudo o que sinto e tenho plena consciência que nesses dias me falta a minha espontaneidade. Apenas e só porque tenho medo. Não de sofrer (quero lá saber, o tempo cura). Tenho medo da solvência do tempo, que corre à minha frente. Tenho medo de não ter tempo para ter tudo aquilo que mereço. Tudo aquilo que ambiciono. No fundo estou a ser egoísta. Tenho medo que tu, João, sejas a maior perda de tempo de todas. 
E beijo-te. Abraço-te. Sinto-te. Pertenço-te.
Até quando, meu amor?
É que gosto tanto de ti. Mas gosto ainda mais de mim!




4 comentários:

  1. Os teus textos são mesmo bonitos *.*

    (e fazem-me lembrar Fernando Pessoa, não que eu ache os poemas dele bonitos!, mas têm algo.)

    Beijinhos :)

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    1. Obrigada querida mas comparar o que escrevo ao GRANDE e intemporal Fernando Pessoa... é impossível!

      Mas obrigada na mesma ;)

      Beijinho

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  2. Não penses que é uma perda de tempo. É uma experiencia, uma entrega, algo bom enquanto der. Serão boas memórias (ou quem sabe algo mais).

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    1. No fundo eu também penso assim... mas há dias em que apetece atirar tudo ao ar e tentar algo novo, fresco e descomplicado!

      Mas ainda não é desta ;)

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