quarta-feira, 13 de junho de 2012

Há sempre solução

Recordo momentos que me trazem saudade, que me fazem querer-te mais e mais, a cada momento.
Reabro a ferida que a custo vai cicatrizando, num processo cíclico e doloroso.
Mutilo a minha alma apenas com uma simples lembrança.
Os mais superficiais decoram traços, sorrisos, tiques.
Eu decoro as imperfeições. As cicatrizes. As marcas de nascença.
Fecho os olhos e consigo sentir a irregularidade da tua pele.
Sinto o teu sabor. Aconchego-me num abraço que em tempos me pertenceu.
E então choro. Não porque perdi mas porque não mais consegui atingir a plenitude dos nossos dias.
Choro o desvanecer das nossas conversas, da tua voz na minha memória.
Faz-me falta tudo em ti. Desde o mais óbvio às coisas a que nunca pensei dar valor.
Rio-me com as expressões da tua cara. Sorrio com o teu ar, quando te chateias.
Se alguma coisa aprendi ao longo dos anos foi abdicar de algo do qual gosto.
Ainda não estou pronta para voltar a abdicar de ti.
Talvez um dia volte a mentalizar-me que serás feliz longe de mim.
Talvez consiga voltar a viver acima de tudo o que vivemos juntos.
Que pode até nem ter sido muito. Mas foi nosso.
Porque no fundo aprendi a gostar de ti e ainda não quero deixar de gostar.
Sinto saudade.
Como qualquer dor, ou se trata ou aprende-se a lidar com ela.
Eu escolhi a 2ª opção.
Escolho sempre o mais difícil. O fácil não me atrai.
E choro. Não porque perdi mas porque ainda não estou pronta para o ultrapassar.

Por isso, olha, por agora escolho-te a ti! 
Porque por mais difícil que seja o problema, há sempre solução!

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