segunda-feira, 4 de junho de 2012

Penso racionalmente, ajo com o coração!*

Dançamos juntos. Sorrimos. Todos já sabem que somos um do outro. Dormimos juntos. Vamos jantar fora. Vamos sair. Levas-me a casa. És amigo do meu irmão. Partilhamos amizades. Partilhamos alguns gostos. Discordamos em algumas coisas. És mimado. Sou bruta. Não dás valor ao dinheiro. Eu conto os trocos para poder fazer a minha vida. Tens tudo do bom e do melhor. Conto pelos dedos as roupas de marca que comprei ao longo de quase 25 anos. És um betinho. Sou descontraída. Gosto de estudar. Não ligas muito a temas da faculdade. És uma pessoa discreta. Sou mais extrovertida. Não ligo ao que os outros possam pensar. A ti incomoda-te a opinião alheia. Sei o que sinto e o que quero. Dizes que gostas de mim e depois dás o dito pelo não-dito. És stressado. Sou ponderada. És razoável. Sou de extremos. Ambos valorizamos a família. Conheces as minhas casas. Nunca me levaste à tua. Não queres que sejamos namorados. Mas queres andar comigo. Tento ser discreta. Queres que os outros saibam de nós. Sou descontraída quando falas/danças/brincas com outras mulheres. És ciumento e fazes aquele sorriso amarelo quando algum homem se aproxima de mim. És cavalheiro. Sou uma mulher que gosta de dividir despesas. Fazes-me rir. Já me fizeste chorar. Sei que tenho de me afastar mas ainda não vou conseguir. Queres-me por perto mas ainda assim, de alguma forma, vais-me afastando. Sei que não me amas mas ainda assim não consigo terminar com isto. Incentivas-me a lutar pelos meus sonhos. Apoiei-te quando foste de encontro ao teu. Estranhas os meus silêncios. Afirmas inúmeras vezes que gostavas de saber o que passa pela minha cabeça. Gostas quando me rio. Gostas da minha presença. Dizes que te dou cor. Mas que não me queres magoar. Mal sabes tu o que dói não saber ao que ando. Não há fim-de-semana que não estejamos juntos. A rir, a falar, a segredar. Gostas de saber da minha vida e gostas de contar o teu dia-a-dia. Gostas de me dar beijos no cabelo e sussurrar ao meu ouvido o quanto fico bonita a dormir. Perguntas-me constantemente se estou bem. Preocupas-te. Mas tens de perceber que preciso de mais. 



Oh, era tão mais fácil se eu soubesse separar a razão do coração!


[*ou ainda: A nossa relação tem prazo de validade]

4 comentários:

  1. Oh mulher, que todos os teus textos parecem escritos por mim/para mim.
    Racionalmente sabemos que estamos com pessoas que jamais nos darão o que queremos, serão mais uma dor de cabeça do que um porto de abrigo. Mas como o nosso coração é parvo e existe uma coisinha irritante chamada esperança, continuamos a bater na mesma tecla. Sinceramente (falando por mim), chegará o dia em que o desgaste falará mais alto.

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    1. Geralmente fico contente quando alguém se identifica com os meus textos mas neste caso, não me agrada! É mau sinal... mas concordo com o que dizes e realmente acho que, mais dia menos dia, tudo tenha de ter um fim. Mas que seja realmente um ponto final porque estou fartinha das reticências!

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  2. O problema é a coragem. Porque no amor, o cérebro bem pode gritar que nós calamo-lo. Mas ele continua a gritar, a martelar... eu há dias que me sinto a enlouquecer tal é a minha divisão emocional!
    Olha, se precisares de falar, manda mail ;) já que estamos no mesmo barco

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    1. Ai Raven, Raven! Quem disse que era fácil, nunca se cruzou com complicadinhos do sistema! Há dias que dá vontade mesmo é de atirar tudo ao ar e meter-lhe uns patins... mas depois imagino-me a passar por ele na rua e não ter para mim e dá-me cá uma saudade! :)

      Há dias em que o desabafo lava a alma!

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