domingo, 10 de junho de 2012

Sintonia

Fui beber café com a minha cunhada. Entretanto chega o meu irmão e acabamos por ficar um pouco mais do que era suposto no café. Fiquei a conversar com a rapariga que trabalha lá, com quem andei na escola, e estava completamente abstraída de tudo e de todos. E tu entras. Não te vejo, até sentir uma mão na minha cintura. Pensei que fosse algum amigo e saio-me com "Não mexe aí!". Quando volto a cara e vejo o João, senti aquela típica sensação das borboletas na barriga. Um arrepio na espinha. Um rubor na face.

Foste ao café na 6ª, única  e exclusivamente para me ver. Sabias que passaria o sábado em Lisboa e quiseste ver-me. E o sorriso nasceu-me na cara. Aquele genuíno, que nem sempre quer aparecer! Fomos os 4 a um bar. Tu e o meu irmão a falarem de futsal (nem sabes o quanto adoro que vocês sejam amigos). O bar fechou e tu quiseste levar-me a casa. No teu carro, admitiste que estavas completamente exausto, que o novo emprego tem sido complicado."Mas estás a gostar do que fazes e isso é que interessa... não é?". Concordaste mas a razão porque trouxeste esse assunto à conversa não era para reclamares desse novo trabalho. "Tenho ido quase todos os dias para a semana académica... e tenho levado companhia para casa.". Fiquei lívida. Sem ar. Quis fugir (ultimamente tenho sido boa a fugir de conflitos). Tu sorriste. "Estás a rir? No meio disto tudo, ainda gozas com a minha cara?". Tentei sair do carro mas puxaste-me pela mão. "Só queria ver a tua reacção. Dizes que não és ciumenta nem insegura mas nem me deixaste explicar-te que tenho ido acompanhado com uma valente bebedeira.". Olhei para ele e chamei-lhe logo idiota. Beijaste-me. "Volta lá a dizer que não és ciumenta...". Sou ciumenta. (Tornei-me ciumenta?). Mas não sou daquelas pessoas que controlam os passos da pessoa com quem estão. Recuso-me a ser essa pessoa. "João, gostar de alguém não é proporcional à quantidade de ciúmes que uma pessoa tem!". Gozaste comigo e com o meu discurso de psicóloga. Mas assentiste e pediste desculpa pela brincadeira. "Mas há reacções que valem mais do que tu dizeres que não sentes ciúmes. A tua cara disse-me tudo!". Ficaste feliz (ficaste?) com a minha reacção. Deste-me um beijo de despedida e ficaste à espera até entrar em minha casa. Passados 10 minutos, recebo um sms: "Estou cansado e só me apetecia ter-me deitado cedo e ficar a descansar. Mas estar contigo valeu o sacríficio. Dorme bem, eu sem dúvida que agora vou dormir bem melhor. Beijo dos nossos".

Derreto-me com estes pequenos gestos!


6 comentários:

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    1. :) Este é o argumento do João e da Rita, "escrito" sem qualquer preparação prévia!

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  2. Lá está! É aquela merdinha chamada amor. Não queremos, perdemos o sono, combatemo-lo mas até ciúmes ganhamos! Isto é uma praga! Apanhamos todos os sintomas maus e as recompensas são... poucas, por vezes.
    Nunca fui ciumenta até conhecer o João. GRRRRRR

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    1. Eu ainda não me considero assim ciumenta... mas porra, ele anda a provocar! Depois acorda a ciumenta que há em mim e queixa-se!

      As recompensas vão sendo algumas... valeria a pena se fosse de outra maneira? ;) Hoje estou em modo-Acreditar! ahahah

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  3. Aí está outra coisa irritante! É que tão depressa estás segura que não vale a pena, que és uma mulher independente e que haverão por aí homens menos egoistas e que se entreguem mais como passada 1h apenas, já achas que não é para tanto, que cada relação é única e a tua é assim e que se calhar não valeria a pena se fosse de outra maneira. ;)
    E quando sabes por experiancia própria que há homens que te podem realmente dar o que queres na quantidade exacta?

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    1. Essa é a parte chata... ter consciência que troquei o certo pelo incerto mas ainda assim, nunca me arrepender de coisa alguma!!!

      Porra, manual de instruções precisa-se!!

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