terça-feira, 28 de agosto de 2012

Au revoir, mon amour

Senti-te de manhã. O dia solarengo a espreitar pela cortina. O canto das aves, que insistem em acordar cedo demais. O despertador toca mas já estou acordada há demasiadas horas. Senti-te porque senti a tua ausência. A ausência de nós. Senti a tua perda, não porque tenhas partido mas porque nunca me pertenceste. 
Tomo duche. Esfrego a pele até que doa. Talvez assim o teu cheiro me liberte. Talvez assim o amor que emano pelos poros seja apagado definitivamente.
Visto-me. Não interessa a roupa, muito menos o que calço. Voltei à rotina de outrora, em que nada importa porque a minha aparência já não faz sentido. Não preciso de estar bonita. Não me olho ao espelho. Escovo os dentes e penteio-me. Faço a cama. Num compasso apressado e automático. Sinto-te novamente. Em outro local. Com outras pessoas. Longe de mim. Esquecido de nós.



Sei que acabou e que assim é melhor.
Não posso odiar-te porque o único mal que me fizeste foi não me amar. Portanto ódio não sinto.
Sinto pena que um amor tão bonito não seja recíproco.
Estou um bocadinho triste, confesso. Há alturas em que não é bom saber que o nosso instinto nunca falha.
Sê feliz, meu amor.



3 comentários:

  1. E custa tanto deixar ir quando tudo o que se quer é pedir para ficar... Mas tu és forte, sei bem que vais passar por isto de cabeça erguida e cheia de garra! Beijo grande []

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    1. "E custa tanto deixar ir quando tudo o que se quer é pedir para ficar..."

      Nunca acertaste tanto em algo como agora! Mas pronto, estou aqui ;)

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    2. E eu estou aqui se tu precisares. Tens o meu mail no blog, if u need just e-mail me :) *

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