segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Luís, foi há já 4 anos que decidiste partir. 4 longos e dolorosos anos que passaram à velocidade da luz e que no entanto foram tão morosos a passar. É estúpido mas continuas presente nas coisas mais idiotas e banais da minha vida. 

Escolheste o dia da tua morte porque sabias que assim nunca ninguém te esqueceria. Mas sabes uma coisa? Qualquer que fosse o dia do teu desaparecimento, tendo em conta o motivo do mesmo, teria sempre dor e abismo associado. Porque fazes muita falta e porque continuo a procurar-te nos sítios de sempre. À entrada da tua casa, a sair daquela maldita garagem ou simplesmente a passear na rua, com o teu sorriso metálico e acolhedor. "Oh Rita, estás tão bonita! Vês como sou um poeta?". As tuas abordagens tão parvas e tão tuas. Como é que posso não compreender que não aguentaste a tua existência se sempre soube que eras um rebelde sem causa, sem sítio, sem direcção? Andaste sempre 5 ou 10 passos à frente do teu tempo e julgo que isso ditou o teu fim.

Sabes puto, dou por mim a olhar a merda do fogo-de-artifício e a chorar porque foi há precisamente 4 anos que morreste (olha como já consigo dizer isto tão facilmente, que ironia) e há precisamente 4 anos atrás, durante o fogo e completamente alheada de tudo, tu tinhas posto termo à tua vida.

Tenho saudades tuas e cada vez mais, coisa que nunca pensei que fosse possível.
Ao contrário do que pensava antes, o tempo não apaga nada <3


1 comentário:

Todos temos os nossos dias, as nossas opiniões, as nossas afinidades. Felizmente nem todos gostamos do mesmo.

Aceitam-se elogios. Aceitam-se críticas construtivas.

Dispenso insultos e estupidez gratuita.

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