sexta-feira, 18 de março de 2016

Os meus cães!

A minha menina (aqui desta história), a última resistente do meu trio de rafeiros que me acompanham há uma vida, tem um tumor nas maminhas :( depois de um crescimento rápido de algo numa das mamas, levei a minha menina ao veterinário. Fizeram análises e tem ramificações. Não é maligno mas é grande e incomoda-a quando está deitada. Mas a minha menina tem quase 15 anos e não vai poder ser operada pois a veterinária acha que não resistirá à anestesia.

Depois de já teres sofrido tanto, a vida brinda-te com mais isto.

A minha menina foi a mascote de umas praxes da faculdade onde o meu irmão estudava.
Obrigavam-na a alinhar em tudo: saídas até às tantas, cerveja, jogos.
Talvez seja daí o medo incontrolável de homens e de mangueiras. 
Quando deixou de servir e após ter ficado com inúmeras mazelas (afectada da visão, esquelética e cheia de feridas), foi entregue no canil de abate para "não sofrer".
O meu irmão foi buscá-la. Apareceu cá em casa com uma bebezona de 7 meses, porte gigante mas com um mau aspecto de dar dó! Tremia por todo o lado, fazia xixi com medo de tudo e todos.
O meu Campeão, na altura com 1 ano e pouco adoptou-a logo. 
Depois de tratamento e muitos mimos, a minha bebezona rafeira ficou linda! Mas o trauma nunca desapareceu. Perdeu o medo dos homens da família (Mano, Pai e Avô) mas detesta jovens. Rosna e se não tiver cuidado ataca. Mas adora o meu sobrinho! E o seu herói é o meu Pai, que é a sua grande companhia actualmente!
É muito temperamental mas é de um mimo delicioso. Muito chatinha, anda sempre atrás de nós e a pedir mimo mas quem lhe resiste?
Ficou tristinha com a morte do meu menino mas agora já andava mais animada. 

Ah Bé, espero que não sofras mais :(

O meu primeiro do trio maravilha foi o meu Bissau! Morreu há 10 anos mas viveu 16 anos de felicidade! Rafeiro salsicha, castanho, doce e eléctrico! Que ficava sentado ao meu colo, sossegado enquanto fazia os TPC. A quem lia histórias e a quem confidenciava os meus problemas de criança. Que me acompanhou sempre desde a 4ª Classe até ao início do meu Mestrado! Morreu velhinho e a dormir.

O meu Campeão morreu em Setembro do ano passado, com 15 anos. O eterno bébé da casa! Habituado a dormir na cama, enroscado nas minhas pernas ou a ver tv com o meu Pai. A correr livre pela quinta, a tomar banho na ribeira ou a esconder os seus tesouros. Que me parecia sempre o cão mais feliz do mundo. Que fazia disparates mas que fazia uma cara deliciosa de amuado quando eu lhe ralhava. Morreu com 15 anos e completamente desnorteado. 

Tão depressa não quero amar assim! Dói tanto ficar sem eles!
Mas as memórias ninguém me as tira <3 

1 comentário:

  1. Rita não sejas dessas pessoas que após a perda prefere não voltar a ter. O fim chega para todos, dói mas a hipotese se voltar a ser feliz tem de ser maior. Sobretudo a hipotese de proporcionares amor de novo a um ser sofrido. Abre o coração e tenta adoptar mais um cão :)
    os teus pequenos lá do outro lado vão apoiar a decisão

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