segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Os meus laços

O meu Avô nunca foi de grandes demonstrações de afectos (eu também não o sou) mas desde que adoeceu, principalmente nos dias em que está lúcido, é de beijinhos a toda a hora (também quando não está lúcido, acho que é mesmo dele ser assim mimoso), de dar as mãos e de elogiar. É raro o dia que não diz o quanto gosta de mim, o quão bonita sou e o quanto se orgulha.

Quando não está lúcido, muitas vezes diz-me "não sei quem é mas sei que gosto de si. A sua cara faz-me sentir bem!".

É aqui que sei que estou a fazer alguma coisa bem. Tenho de estar, não é?

A Avó já foi sempre a mulher do colinho, dos beijinhos, das festinhas na cara, do perguntar como vão as coisas. E continua assim, a importar-se mesmo quando se nota que não está com vontade de saber coisa nenhuma.

São e serão sempre meus.


Não sei se algum dia aqui o disse mas tenho muito orgulho nos meus pais.
A minha Mãe, como filha mais velha, é o SOS dos meus velhotes. Para além de ser a cuidadora oficial, gere o seu negócio, trabalha nele (só folga ao Domingo, dia que reserva para a família) e ainda faz a própria contabilidade.

O Pai já está reformado (apesar de ser bem novo ainda) e ajuda a Mãe no negócio. Enquanto os meus avós (pais dele) foram vivos, foi sempre o filho ideal. Dava banhos, almoços, ia às consultas, conversava com eles. Depois deles morrerem, sei que ficou orfão em muitos sentidos. Mas ainda assim trata os meus avós maternos como pais dele (afinal os meus pais estão casados há 34 anos) e a minha avó é completamente "apaixonada" por ele.

Tenho uma família cheia de problemas mas com muito amor e muitos laços.
Tem de ser o mais importante.... certo?



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